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Zimbabwe: Dicas e custos para viajar por 4 dias no país

Roteiro e dicas para viajar por esse país de belezas naturais e ruínas antigas


O Zimbabwe, ou Zimbábue na versão aportuguesada, é um país pouco procurado ou visitado por viajantes que passam pelo sul da África. No passado, foi colonizado por ingleses interessados em explorar os minérios da região. Chegou a se chamar Rodésia do Sul e Rodésia, até sua independência reconhecida em 1980, quando passou a se chamar Zimbabwe, nome nativo dos monumentos arqueológicos que sediaram antigas civilizações. São atualmente cerca de 16 idiomas oficiais falados no território, sendo o inglês "o mais oficial de todos", digamos assim. A maior população do país se concentra na sua capital Harare, que fica na região central, um pouco fora de rota de suas atrações mais interessantes.


Chegada no Zimbabwe no pequeno mas moderno aeroporto de Victoria Falls


PROCEDIMENTOS DE ENTRADA

Para entrar no Zimbabwe, deve-se portar passaporte válido no mínimo de 6 meses da data de entrada e preencher a ficha de imigração com dados pessoais que é entregue no desembarque ou passagem pela fronteira. Não me solicitaram nada mais que isso. Além disso, existem 3 tipos de visto de entrada no país: 
- Categoria A - países os quais não é exigido visto. Valor: sem custo;
- Categoria B - países os quais é exigido o visto, mas pode ser adquirido no momento de entrada. Valor: 30 a 55 USD. Há exceções para britânicos, canadenses e irlandeses;
- Categoria C - países que devem solicitar o visto com antecedência. Valor: varia de 30 a 100 USD.
- Mais informações neste link.

Visto de entrada dupla no Zimbabwe


O Brasil está incluso na Categoria B, ou seja, os brasileiros podem obter o visto na hora da passagem pelo controle da imigração, logo que desembarcar no país. Para quem vai entrar no país apenas uma vez, basta solicitar o Single Entry (entrada simples) e pagar a taxa de 30 USD. Mas se você pretende atravessar a fronteira e voltar, tem a opção de pedir um visto Double Entry (entrada dupla) por 45 USD ou Multiple Entry (múltiplas entradas) por 55 USD. Por exemplo: quando eu fui para Victoria Falls, eu planejava fazer safári em Botsuana e voltar no mesmo dia, por isso já solicitei o Double Entry.

Outra dica é avaliar como entrar no país. Por exemplo, se vier da Namíbia de carro ou ônibus, terá que pagar o visto para passar pela Zâmbia (Single Entry - 50 USD ou Day Tripper - 20 USD) e ainda pagará a entrada no Zimbabwe. As vezes valerá mais a pena pagar uma passagem aérea do que atravessar a Zâmbia.


O QUE FAZER 4 DIAS NO ZIMBABWE

Durante minha viagem pelo sul da África, passei quatro dias rodando pelo país até chegar na África do Sul.  Abaixo, está o roteiro que eu fiz no Zimbabwe:


DIA 1

Cheguei no Zimbabwe pela sua cidade mais turística: Victoria Falls. Este é o lugar de uma das mais belas cataratas do mundo e esse foi meu destino no primeiro dia. O relato completo deste dia está no post Victoria Falls, uma das maravilhas naturais do mundo.

Arco-íris formado pelas gotículas d´água da gigantesca queda


DIA 2

Ainda na cidade de Victoria Falls, contratei um safári no estilo One Day Tour e atravessei a fronteira para Botsuana. Lá está localizado um dos maiores game parks do sul da África, o Chobe National Park. O relato completo deste dia estará detalhado num post específico.

O safári fluvial é uma das atrações deste One Day Tour no Chobe Park, em Botsuana


DIA 3

Depois de atravessar o país em 14 horas dentro de um trem e chegar em Bulawayo, a segunda maior cidade do Zimbabwe, fui explorar as ruínas de Khami, um sítio arqueológico localizado a 22 km dessa cidade. O relato completo deste dia está no post Perrengues para chegar às ruínas de Khami.

Explorando os vestígios de uma antiga civilização africana


DIA 4

O último dia começou na pequena cidade de Masvingo, local de partida para conhecer o maior e mais importante sítio arqueológico do país, denominado Great Zimbabwe. Esta cidade em ruínas sediou uma avançada civilização e, posteriormente, deu o nome do país atual. O relato completo deste dia está no post As supostas minas do Rei Salomão em Great Zimbabwe

Estas magníficas ruínas são objetos de diferentes teorias sobre quem as construiu


9 DICAS E CURIOSIDADES

1) FUSO HORÁRIO: São 5 horas a mais que no Brasil (Brasília), o mesmo horário da África do Sul. Veja o horário com precisão neste link.

2) DINHEIRO: A moeda oficial do país é o Dólar do Zimbabwe (ZWD) que possui a mesma cotação do Dólar Americano (USD) atualmente, sendo o USD usado também como moeda local. O uso do dólar americano busca salvar a economia do país que passou por uma inflação exageradamente elevada, a ponto de causar a emissão de cédulas de valores "na casa" dos bilhões e trilhões de dólares do Zimbabwe.

As exageradas cédulas desvalorizadas são hoje vendidas como souvenir


3) SEGURANÇA: Evitar andar à noite nos centros urbanos é uma forma de evitar problemas, mas uma coisa me chamou bastante a atenção no país: a polícia anda desarmada nas ruas, estradas, etc. Isso talvez seja a prova definitiva de que o Zimbabwe está bem longe de ser um país perigoso com crimes os quais estamos acostumados a ver no Brasil. Ouvi um relato de um amigo holandês sobre policiais extorquindo turistas nos postos de controle das estradas, mas até mesmo quem me contou falou que foi uma situação bem "tranquila" e que ele pagou na boa.

4) SAÚDE - Não me cobraram a carteira internacional de vacinação da Febre Amarela na entrada do país. Uma doença comum no país é a malária, porém a doença que mais assola o Zimbabwe é a AIDS, com estatísticas que afirmam chegar de 15 a 20 % a infecção da população, a sexta mais alta do mundo.

É comum a existência de mosquiteiros nos hostels para proteger da malária


5) BEBIDA: A cerveja tradicional do Zimbabwe é a Zambezi, mesmo nome do principal rio que banha o país e um dos mais importantes do sul do continente africano.

A Zambezi é a cerveja tradicional do país


6) COMIDA: A palma de banana era vendida por 10 USD. Eu achei muito caro, mas em todo lugar se vê vendedores de banana, prova de que a fruta é bem popular. Outro alimento bem comercializado é a cana de açúcar. A fast food também é comum no país, principalmente a franquia Chicken Inn que pode ser encontrada em vários pontos.

É comum ver pessoas levando canas de açúcar na mão


Franquia de fast food mais popular do país


7) CRIANÇAS: Faz parte do costume das mulheres carregarem seus filhos amarrados em toalhas nas costas. Eu achei interessante como elas agiam quando a criança começava a chorar. Elas se sacudiam e o bebê voltava a ficar quieto.

Mãe carregando o filho amarrado por uma toalha normal de banho


8) TOMADAS: O plug utilizado é o padrão britânico, o que requer adaptadores para nós brasileiros. Podem ser achados nos aeroportos ou mercados. Veja abaixo o modelo:

Plug de tomada comum no Zimbabwe


9) GRUPO DE WHATSAPP: Para tirar dúvidas e obter mais informações, existe um grupo de Whatsapp formado com pessoas que vão viajar ou estão viajando pela África. Basta entrar no link https://chat.whatsapp.com/AdGlMox92QN8DJhuiqKsKV no seu smartphone.


ÔNIBUS PARA A ÁFRICA DO SUL

Depois de cumprir meu roteiro, embarquei com destino à Johanesburgo. Várias empresas fazem trajetos ligando o Zimbabwe à África do Sul. A sulafricana Intercape faz o trajeto de Victoria Falls a Johanesburgo. Como eu estava em Masvingo, local das ruínas do Great Zimbabwe, aproveitei os ônibus que vêm da capital Harare. São várias opções de horários e de empresas, como Eagle Liner, First Class e Pionner Coaches. A passagem custou 34 USD para 14h de viagem. O conforto não existe. Os bancos não reclinavam e tinham fileiras de 3 e 2 lugares (diferente dos ônibus brasileiros de 2 e 2 lugares por fileira). Tive ainda que sentar no último banco, sem espaço nem para esticar a perna.

O apertado ônibus com fileiras de 3/2 lugares tradicionais no país


O ônibus quebrou uma vez e chegou na imigração de madrugada como o previsto. Primeiro ele pára na fronteira do Zimbabwe, onde se carimba a saída e depois pára na fronteira com a África do Sul para carimbar a entrada. Nessa última o sistema caiu e demoramos um pouco para partir, mas no final deu tudo certo na despedida do Zimbabwe.


CUSTOS (abril 2017)

- Visto Double Entry - 45 USD
- Safári de 1 dia no Chobe Park - 150 USD
- Táxi aeroporto x Victoria Falls - 20 USD
- Entrada nas cataratas Victoria Falls - 30 USD
- Souvenirs de dinheiro antigo - 5 USD
- Compras no mercado - 12 USD
- Trem para Bulawayo (segunda classe) - 10 USD
- Hospedagem no hostel Mambo Backpackers (quarto privado duplo) - 45 USD
- Táxi para a estação de trem - 3 USD
- Táxi para Khami (ida, volta e ainda espera) - 30 USD
- Entrada em Khami - 10 USD
- Beef burguer no Chicken Inn - 1,50 USD
- Ônibus para Masvingo - 8 USD
- Hospedagem no Titambire Lodge (quarto duplo) - 25 USD
- Jantar (hamburguer e batata) - 2,5 USD
- Táxi para Great Zimbabwe - 20 USD
- Entrada no Great Zimbabwe - 15 USD
- Hot dog + suco na rua - 1,50 USD
- Passagem de ônibus para Johanesburgo - 34 USD
- 2 hamburguers no Chicken Inn - 3 USD
- Compras no mercadinho - 3,50 USD

Total: 474 USD em quatro dias de viagem pelo país.


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Renan tem 35 anos, é carioca, mochileiro, torcedor do Botafogo, historiador e arqueólogo amador. Gosta de viajar, fazer trilhas, academia, ler sobre a história do mundo e os mistérios da arqueologia, sempre comparando os lados opostos de cada teoria. Cada viagem que faz é fruto de muito planejamento e busca conhecer o máximo de lugares possíveis no curto período que tem disponível. Acredita que a história foi e continua sendo distorcida para beneficiar alguns grupos, e somente explorando a verdade oculta no passado é que se consegue montar o quebra-cabeça do mundo.

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